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Cultivo do Café Orgânico
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Introdução |
O mercado de café orgânico |
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O mercado de produtos orgânicos é predominantemente constituído por consumidores conscientes das questões ligadas à saúde e questões de caráter ambiental e social. A agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço na economia mundial. O segmento de produtos orgânicos tem crescido cerca de 20% ao ano, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento (UNCTAD, 2003) e é o segmento que mais cresce dentro do setor de alimentos. O mercado mundial de produtos orgânicos subiu de US$ 10 bilhões em 1997 para US$ 23-25 bilhões em 2003 (Yussefi e Willer, 2003), devendo alcançar US$ 29-31 bilhões em 2005 (considerando apenas 16 países da União Européia, América do Norte e Japão). O mercado de produtos orgânicos no Brasil foi estimado pelo BNDES, em 2002, na faixa de US$ 220 milhões a US$ 300 milhões (Ormond et al 2002). Nova compilação de dados feita pelos mesmos autores em 2003, já elevava essa estimativa para a faixa de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão, considerando tanto o mercado interno como a exportação de produtos orgânicos. O consumo de cafés especiais, como o café orgânico, gourmet, sombreados e socialmente justos, também está aumentando. Os preços destes cafés no mercado nacional e internacional são mais atraentes para os produtores, como conseqüência de suas características de produção, qualidade e menor oferta. O mercado internacional de café orgânico é dominado pelo México que comercializa mais de 30 mil toneladas ao ano e é o maior produtor, com uma área estimada em 70.838 ha (10,4% de toda a área cultivada com café naquele país) (Yussefi & Willer, 2002; Lernoud & Piovano, 2004). Peru (onde 30% da produção de café é orgânica), Bolívia, Colômbia, Nicarágua, Guatemala e Costa Rica são também importantes produtores de café. A cafeicultura orgânica no Brasil tem mantido taxas de crescimento próximas a 100% ao ano (Caixeta e Pedini, 2002) e ocupa uma área de 13.000 ha e mais de 419 produtores (Ormond et al. 2002). Entretanto, é preciso investir esforços na produção de café orgânico, aliando qualidade e sustentabilidade sócio-ambiental, garantindo assim competitividade nas exportações (Moreira et al., 2002). |
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