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Erythrina
Benth
Nome vulgar: inúmeros, sendo os principais, mulungu (MG,RJ, SP), corticeira (RS), suinã
(SP, MG), canivete (MG), sinanduva (SC). O nome científico vem do latin,
erythros (vermelho) em referência à cor das flores.
Espécie em
destaque: E.falcata, uma
das cerca de 108 espécies arbóreas deste gênero. Apresentam folhagem descídua
e floração muito vistosa em tons de vermelho ou alaranjado, dispostas nas
extremidades dos ramos, em rácemos de até 30 cm de comprimento, florescendo na
primavera, entre julho e novembro, dependendo da latitude. A espécie em
destaque atinge de 10 a 20 m de altura, apresentando acúleos (um tipo de
espinho) tanto nas hastes como na folhagem. As flores são polinizadas pelas
aves, principalmente, os beija-flores. Tolera sombreamento moderado mas é
pouco tolerante ao frio e prefere solos úmidos e férteis com boa drenagem.
Uso:
Escolhida como árvore-símbolo da Embrapa
Agrobiologia, o mulungu tem inúmeras aplicações ligadas à agroecologia.
Por ser propagado
vegetativamente, através de estacas, e se beneficiar do processo de fixação
biológica de nitrogênio, dispensando adubos nitrogenados, é recomendado como
moirão vivo e para o enriquecimento e arborização de pastagens onde a
característica espinhosa facilita sua introdução. É recomendado também para a
recuperação de matas ciliares e de ecossistemas degradados e na manutenção da
fauna silvestre, pois suas flores atraem aves. É recomendado também para o
sombreamento de culturas perenes, como o cacau, aceitando transplantio de
mudas com até 2 m de altura.
A madeira leve, branca ou
amarelada, não tem durabilidade, sendo pouco usada no Brasil, geralmente na
confecção de palitos, brinquedos, estojos, tamancos, fósforos e urnas
funerárias. Como lenha, tem baixo poder calorífico mas é adequada para a
produção de celulose e papel.
A exuberante beleza das árvores
fazem do mulungu uma espécie altamente decorativa mas ainda pouco usada na
arborização urbana.
O mulungu, assim como cerca de 51
espécies dentro do gênero Erythrina, produz alcalóides do grupo curare,
utilizado pelos índios para entorpecer os peixes. Na medicina popular, a casca
e as semente são usadas como calmante de tosse e nas afecções bucais. É também
empregada nas doenças de fígado.
Nodulação: As eritrinas
formam simbiose com o rizóbio do grupo caupi de inoculação cruzada, nodulando
abundantemente, e formando nódulos grandes, esféricos e muito
ativos.
Propagação: Propagam-se
facilmente por sementes ou por meio de estacas.
Ambiente: As eritrinas são
nativas das regiões tropicais e subtropicais da América. Sua área de
ocorrência abrange Mata Atlântica (desde o sul de BA), na Floresta de
Araucária (até o RS), atingindo o Cerradão (sul de MS e MG). Ocorre também na
Argentina, Bolívia, Paraguai e Peru. É uma espécie secundária tardia de
ocorrência irregular, abundante em capoeiras, no sopé das encostas de serras,
grotas e nas margens de cursos de água.
Referências: Allen &
Allen 1981, Leguminosae. University of Wisconsin Press, Madison., Carvalho,
P.E.R. 1994, Espécies Florestais Brasileiras-Recomendações silviculturais,
potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF/SPI, Lorenzi, H. 1992. Árvores
Brasileiras, Editora Plantarum LTDA.
Maria Cristina Prata Neves
Embrapa Agrobiologia
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