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Rede de Pesquisa da Embrapa Contribui para o Desenvolvimento da Agricultura Orgânica
José Antonio Azevedo Espindola1

Atualmente, é comum a formação de redes que possibilitem a troca de informações para os mais variados fins. Na área de pesquisa e desenvolvimento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estimula a formação de grandes redes de pesquisa com caráter transdisciplinar e multinstitucional através de projetos. Esses projetos encontram-se vinculados ao Macroprograma 1 (MP1) da Embrapa. Dentre as redes existentes, encontra-se o MP1 Agricultura Orgânica, baseado no projeto "Bases Científicas e Tecnológicas para o Desenvolvimento da Agricultura Orgânica no Brasil".

A rede foi estruturada em 2003, sob a liderança do pesquisador Ricardo Trippia dos Guimarães Peixoto, a partir da experiência acumulada por iniciativas prévias de pesquisa conduzidas por algumas Unidades da Embrapa. Após quatro anos de condução, o projeto no qual a rede esteve baseada foi finalizado e partiu-se para a construção de uma nova proposta, agora sob a liderança do pesquisador José Antonio Azevedo Espindola. De maneira geral, os objetivos do projeto original foram mantidos, enfatizando-se a condução de ações de pesquisa e desenvolvimento capazes de contribuir para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento de tecnologias para a agricultura orgânica em diferentes biomas brasileiros, favorecendo o desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção diversificada de hortaliças, grãos, frutas, café e animais. Além dessas características comuns ao projeto anterior, a nova proposta enfatizou a atuação em novas linhas de pesquisa, fortalecendo ações baseadas em metodologias participativas que promovam maior inserção dos agricultores na geração de conhecimento.

Outra característica que merece ser destacada diz respeito ao crescimento da rede. Nessa nova etapa, conta-se com a participação de 369 pesquisadores e técnicos de 27 Unidades da Embrapa, além de 25 instituições parceiras, como Organizações Não-Governamentais (ONG), Universidades, Instituições de Pesquisa e Extensão. Esses profissionais contribuem no projeto através da atuação em linhas de pesquisa voltadas para temas relevantes nos sistemas orgânicos de produção, tais como: apropriação de conhecimentos pelos agricultores e avaliação sócio-econômica; avaliação de cultivares; manejo de recursos naturais; manejo da fitossanidade; qualidade e processamento de alimentos; sistemas orgânicos de produção animal e vegetal.

A partir da condução das atividades de pesquisa propostas por essa rede, será possível obter produtos e processos relevantes para a agricultura orgânica, podendo-se destacar: genótipos adaptados de espécies animais e vegetais; insumos; técnicas de manejo conservacionista do solo, de manejo ecológico de pragas e doenças e de processamento de alimentos. Dessa forma, espera-se que tais resultados favoreçam a consolidação de sistemas orgânicos de produção, especialmente daqueles baseados na agricultura familiar, proporcionando a geração de renda e a fixação humana no meio rural com qualidade de vida. As tecnologias a serem desenvolvidas também contribuírão para a conservação ambiental e a saúde de agricultores e consumidores.

1Pesquisador da Embrapa Agrobiologia e Líder do Projeto MP1 "Bases Científicas e Tecnológicas para o Desenvolvimento da Agricultura Orgânica no Brasil".




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